
Certas vezes quando o vento sopra,
seu movimento pode nos contar histórias,
sabores trazidos de muito longe.
Certas vezes ao tocar as copas das árvores,
ele permite que nós consigamos ouvir
os sussurros daqueles mais antigos.
Certas vezes, ainda,
o vento parece me atravessar
e ensina uma coisa ou outra
sobre desapego e impermanência
- se eu lhe dedico alguns instantes.
Esses dias ele tem cantado uma canção azulada
na direção sul,
uma melodia que levantou e fez dançar
as folhas caídas junto ao pó...
Hoje, o que o vento tem a me contar?
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