Logo, escrevi esse texto não para que me entendam, mas para hoje me lembrar dessa época e também que é necessário sempre reavivar a fogueira em meu peito e minha aspiração - não só por mim, mas por todos. Pois, enfim, ainda caminho, embora com ritmos e por perspectivas distintas de outrora.
Caminho por uma floresta. As árvores grandes e espessas impedem que os raios do sol toquem a minha pele. Em raros momentos sinto uma brisa acariciando meu rosto, e logo guardo isso na memória como um tesouro inestimável - são tão raros esses momentos.
A floresta é negra e seus habitantes parecem com sombras, silhuetas de olhos brilhantes.
Há vezes em que eles me percebem passando por aqui, isso me faz tremer. Às vezes eu é quem os percebo, mas minha ação automática é fugir, fugir rapidamente de seus olhares, olhares que me atravessam como se me vissem nua diante deles.
Meu corpo projeta sombras gigantes e, ao perceber sua existência, como
uma criança, corro rápido na direção contrária, sem perceber que delas é
impossível fugir.
Hoje, contudo, sei que as sombras ecoam facetas esquecidas de mim e talvez por isso seja tão difícil encará-las ou sustentar seu olhar mais que por um instante.
Na floresta caminho e caminho, ela parece não ter fim (será que teve
início?). E nela tudo tem sabor de cinzas. Mesmo a flor mais bela me causa
sofrimento quando fenece. E tudo que nasceu fenecerá.
Quero gritar a plenos pulmões e libertar todos os demônios que sei que
me habitam, porém sequer desconfio que eles já me observam com seus olhos
brilhantes.
Dia após dia os ciclos se
sucedem e o que eu fiz da minha vida?
Ainda estou perdida nessa selva!
Caminho e caminho. Como foi que cheguei aqui? Onde foi que me perdi?
Ainda caminho... E nem me lembro mais quem sou, como poderia saber que direção tomar?
Caminho e caminho e meu peito sangra no vazio, meu coração (aparentemente) incompleto dói se contorcendo em desespero calado.
Um vazio há no meu peito como que um buraco negro o qual toda luz devora.
O que perdi? O que me falta? Sinto incomum saudade de alguém, de algo... De quê?
Rogaria aos céus se acreditasse em qualquer coisa!
Caminho e meu coração continua a sangrar.
Ainda estou perdida nessa selva!
Caminho e caminho. Como foi que cheguei aqui? Onde foi que me perdi?
Ainda caminho... E nem me lembro mais quem sou, como poderia saber que direção tomar?
Caminho e caminho e meu peito sangra no vazio, meu coração (aparentemente) incompleto dói se contorcendo em desespero calado.
Um vazio há no meu peito como que um buraco negro o qual toda luz devora.
O que perdi? O que me falta? Sinto incomum saudade de alguém, de algo... De quê?
Rogaria aos céus se acreditasse em qualquer coisa!
Caminho e meu coração continua a sangrar.
Se aspiro a algo, aspiro desesperadamente a algum sentido
de direção, algo que sane esse sofrimento.
Continuo a caminhar e chamo, sem nem o saber, chamo no profundo do meu ser por algo, por alguém de quem não lembro, mas que sinto.
Continuo a caminhar e chamo, sem nem o saber, chamo no profundo do meu ser por algo, por alguém de quem não lembro, mas que sinto.

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